Finalmente decidi ir para São Paulo e me operar lá. Acredito que tenha sido a melhor opção. A técnica cirurgica para a mastectomia preserva a pele, a radioterapia é intraoperatória em dose única e a reconstituição da mama é feita no mesmo momento. Você sai da sala de cirurgia totalmente reconstituída e, sem a menor sombra de dúvidas, o efeito psicológico é outro.
A técnica denomina-se "adenectomia" e ainda não é muito aplicada, mas já é cientificamente e estatisticamente comprovada a sua eficácia.
Descobri essa técnica graças a minha irmã Claudia, que mora em São Paulo e quando ficou sabendo da minha doença procurou tudo lá para me proporcionar o melhor.
O que me deixou intrigada é que os médicos que não aplicam essa técnica, sequer informam o paciente da sua existência. Ou seja, se não fosse a minha irmã descobrí-la eu teria feito a mastectomia radical aqui em BH mesmo...
Tudo bem que o que importa é a cura, mas não ser informado de uma técnica nova, desenvolvida na Europa e que vem sendo aplicada com 100% de sucesso é muita covardia.
Na minha opinião todos os pacientes devem saber de todos os avanços da medicina e optar pelo tratamento que lhe for mais conveniente, até mesmo por questões financeiras. Mas a informação é imprescindível.
Já se passaram 4 anos da minha cirurgia. Operei em 27 de maio de 2006. Faço meus exames regularmente. De 3 em 3 meses oncologista. De 6 em 6 meses mastologista e ginecologista. GRAÇAS AO BOM DEUS tudo está ótimo! Estou curada!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
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